saiba como Estudar e Morar na Suecia

LIU Open Day – Evento da Universidade

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Semana passada organizei um evento, junto com Andre Bittencourt, para a Universidade de Linköping.

Foi um aprendizado enorme trabalhar em um pais com costumes muito diferentes dos nossos. Amei ter feito esse trabalho e amei mais ainda o dia seguinte, quando cheguei  na reunião para avaliar o evento e todos do setor de marketing vieram me parabenizar.O evento ja tinha virado assunto, todos ficaram encantados com a mesa de quitutes brasileiros!!! Teve coxinhas, pão de queijo, acai, brigadeiro, pudim de leite, bolo de fuba, bolo de cenoura…

Também teve brincadeiras e vólei para as crianças e Floorball/Innebandy para os adultos.

 

Os suecos falam baixo, são muito contidos e muito pontuais. E no texto que tentei traduzir abaixo, feito pela jornalista da universidade sobre o evento, mostra como a visão dela, que é sueca, sobre o evento.

As famílias brasileiras de Linköping foram recebidos para um boas vindas na Universidade de Linkoping, com abundância de bolos, almôndegas, pão de queijo brasileiro e Brigadeiro. A universidade foi apresentada por um estudante brasileiro, pesquisador de pós-doutorado e professor.

A compra de caças do Gripen do Brasil foi o ponto de partida do que é hoje uma colaboração estreita entre Linköping e seis universidades brasileiras. E mais parcerias estão sendo feitas. Dentro dos próximos anos, será um total de 200 famílias brasileiras morando em Linkoping, a maioria vem para trabalhar na Saab por períodos de 12 meses a 2 anos. No dia de Valborg, a  LIU convidou essas famílias, para conhecer uns aos outros.

Cerca de sessenta adultos e muitas crianças se encontraram no Keyhuset, onde uma mesa gigante de gostosuras estava arrumada. Muitos quitutes brasileiros, como bolo de cenoura, Brigadeiro (pequenas bolas de chocolate), pão de queijo e acai-berry e também os suecos, Kanelbulle, salsichas, almôndegas e caviar de Kalle. Um lanche de meia hora tornou-se uma hora. André Carvalho Bittencourt, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Controle Automático, teve problemas para fazer-se ouvir no murmúrio animado. A ideia era, claro, que os visitantes obtivessem algum conhecimento da vida na Suecia e como funciona os estudos na LIU.

– Eles geralmente sabem que vão para a Suécia, mais ou menos, com seis meses de antecedência e há ampla oportunidade para esposa ou marido ou filhos que acompanham, para estudar na Universidade, diz Elaine Dali, organizadora de grande parte do LIU-Brasil Open Day, e que veio para Linkoping com filho e acompanhando o marido que é estudante de doutorado da LIU.

Uma hora depois que o planejado, André Carvalho Bittencourt começou  a falar sobre os costumes Suecos, a fogueira do Dia de Maio, dança de Verão do Midsommar e snaps. Ele falou sobre a praia de Varamon, os barcos de Berg,  frisbee, canoagem, cogumelos e muito mais.

Igor Cruz, estudante de mestrado em Energia e Engenharia Ambiental, está no seu quarto semestre e explica porque gosta tanto da LIU.

-O intercâmbio cultural entre estudantes de diversos países é enorme e um grande incentivo.
-O programa de mestrado tem um forte foco no trabalho em grupo e lida com temas atuais, muitas vezes em estreita cooperação com a indústria sueca.
-A universidade se concentra em pesquisa interdisciplinar
-Grande integração com os estudantes. E as fraternidades tornam mais fácil fazer amigos enquanto estuda.
O Professor brasileiro Alex Enrich Prast que trabalha no Departamento de Mudanças Ambientais falou sobre sua colaboração com David Bastviken. Os dois trabalham em colaboração desde 2006 e também publicaram uma série de artigos em conjunto sobre o papel do metano e outros gases no ecossistema.

Cecilia Johansson do Escritório Internacional concluiu dizendo sobre os programas de mestrado internacional e sobre as bolsas de estudo existentes. Mas também lembrou que os suecos gostam de prazos, e a data de inscrição e matricula devem ser consideradas.

Elaine Dali ficou satisfeita com o dia:

– Sim, absolutamente! Todos parecem estar se divertindo. Mas não escreva que eles eram chegaram atrasados, disse ela om uma risada.

Elaine Dali mora na Suécia o tempo suficiente para ficar constrangida quando os conterrâneos não são pontuais, mas isso não e importante quando todos estão se divertindo. Crianças correndo felizes, enquanto os pais socializam em torno de salsichas e Brigadeiros.

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Segue link original da materia

http://liu.se/liu-nytt/arkiv/nyhetsarkiv/1.682075?l=sv

Pessoal, eu não falo Sueco. Estou estudando, mas ainda não sou fluente. Então, se acharem alguma coisa errada na tradução, por favor, aceito as criticas!!!

 

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Linköping

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A Suécia fica no Norte da Europa.

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Linköping fica à 2hs de carro/trem de Estocolmo(Capital da Suécia), 5hs de carro/trem de Oslo (capital da Noruega), 4:30hs de carro/3hs trem de Copenhagen (capital da Dinamarca).

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A Cidade de Linköping

  • 58º24’N 15º37’L
  • 150K habitantes (5ª maior)
  • Cidade-irmã de São Bernardo
  • Capital sueca da Aeronáutica
  • SAAB, RUAG, Cybaero, Sectra, Ericsson, Autoliv, FOI,…
  • Parque tecnológico de Mjärdevi
  • Universidade de Linköping

Pontos Turísticos Principais:

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  • Velha Linköping (Gamla Linköping)

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  • Comportas do Canal de Göta em Berg (Göta Kanals slusstrappa i Berg)

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Empresas Suecas

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Estava na aula de sueco hoje de manhã fazendo meu exercício, que era ler as notícias do jornal e responder algumas perguntas. Em uma das notícias, estava dizendo que, a empresa KIng Digital Entertainment, que criou Candy Crush , foi vendida para a empresa americana Activision Blizzard, que produz World of Warcraft e Call of Duty, por alguns milhões de dólares.

É incrível como a Suécia tem várias empresas e produtos que usamos todos os dias e muita gente nem sabe que são suecas.

Quando eu disse para meus amigos que ia me mudar pra cá, muita gente queria me encomendar relogios e chocolates, confundindo com a Suécia, com a Suíça, foi super engraçado. Muitas pessoas nem sabem onde fica a Suécia. Mas é normal isso!!! A Suécia é muito “modesta”, näo faz marketing “pessoal”. Eu só fui descobrir que Skype, Candy Crush, Minecraft, Eletrolux, Ericsson, Bluetooth, Ikea, H&M, Spotify, Asolut Vodka….. são suecos, depois que cheguei aqui.

Esse crescimento, esse sucesso, começa cedo, nas instituições de ensino. É incrível como as escolas e universidades investem em criatividade e inovação. Os alunos tem uma cobrança em relação a notas, conteúdo teórico desnecessário. Aqui o aluno é incentivado a criar, inovar, falar, discutir, desenvolver, produzir, colocar em prática e escrever sobre seu projeto. Por isso a cada dia, novas empresas, novos produtos são criados e maioria bem sucedidos.  E a oportunidade é igual pra todo mundo. Aqui filho de rei e rainha estuda com filho da secretaria, lixeiro, padeiro. Näo tem escola mais cara ou mais barata. Melhor ou pior. Todas são iguais.

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Estudando na Suécia, por Thomás Manfrinatii

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“Meu nome é Thomás, tenho 23 anos e faço o curso de Gestão de Políticas Públicas, na Universidade de São Paulo (USP). Comecei a considerar a ideia de realizar um intercâmbio no final do ano de 2013 e, no mesmo período, já comecei a ir atrás de passaporte e a estudar para a prova de proficiência em inglês – TOEFL. Mesmo ainda não tendo em mente um país específico, meu desejo era estudar em um país europeu (pela facilidade de viajar durante as pausas entre aulas), ter aulas ministradas em inglês, e claro, que as pessoas locais entendessem a língua.

Fiquei sabendo da oportunidade da LiU pelo edital de intercâmbio da faculdade, em Junho de 2014, que na época oferecia duas vagas. A Suécia se encaixava no padrão de país que gostaria de fazer intercâmbio, e meu nível de inglês atendia o requisito para as aulas. O tema do curso também me interessava muito: Ciências Políticas e Relações Internacionais, tema pouco explorado pelo meu curso no Brasil. Realizei uma pesquisa na internet sobre Linköping, a cidade onde se localiza a LiU, e me apaixonei. Tinha encontrado o lugar que eu gostaria de viver durante os próximos seis meses.

Inscrevi-me para a vaga e consegui sem muita dificuldade. O processo para a obtenção do visto de estudo na Suécia também é muito rápido e descomplicado, conseguindo o visto em menos de 15 dias.

Acabei ganhando uma bolsa para auxílio nas despesas durante o intercâmbio, pelo Santander, porém esta não permitia gastos muito exorbitantes. Minha maior preocupação, então, foi com custo de vida do novo país. Sabendo que a Suécia é um país nórdico, o nível de vida é alto quando comparado com o Brasil. Entrei em contato com a Catarina Lorin, responsável pelas acomodações dos estudantes da LiU, e consegui uma vaga em quarto compartilhado – o que reduzia o preço do aluguel pela metade, além de ganhar um companheiro de quarto canadense muito gente boa. As acomodações da LiU se situam quase todas no bairro Ryd, que fica 10 minutos de bicicleta da universidade. O bairro tem um centro comercial, supermercado e restaurantes. Como todos os estudantes moram por lá, também fica fácil ir para a casa dos amigos até durante a madrugada!

A Suécia me impressionou em diversos aspectos, e me proporcionou experiências únicas. Cheguei no país dia 15 de Janeiro, auge do inverno, e me deparei com a neve assim que desci do aeroporto, pela primeira vez na vida. Era a Suécia me dando um presente de boas-vindas. Aquele medo do frio acaba sumindo com a empolgação de tudo ser novo, diferente e desafiador. Aliás, o frio e a neve serviram pra intensificar ainda mais o gostinho bom do novo!

Em Linköping, como em toda Suécia, a bicicleta é um meio de transporte utilizado por todos. Os pontos turísticos e a universidade são pertos um dos outros, e a cidade é inteiramente plana, o que faz da cidade um verdadeiro enxame de bicicletas. Todos tem uma. Passei vergonha no início, porque ainda não sabia andar de bike! Depois de um mês andando à pé, e sentindo inveja dos meus amigos indo pra lá e pra cá com a magrela, me forcei a aprender. Comprei uma bike, sem muita certeza se iria conseguir aprender ou não, e em uma semana já pedalava pelos belos parques e reservas naturais que Linköping oferece.

Logo nos primeiros dias percebi que a comer em restaurantes realmente não era barato, mas preparar comida em casa não era tão mais caro que no Brasil. Também era possível se divertir sem gastar muito, como a noite de Jazz&Burguer no Flamman (algo em torno de R$18 o hambúrguer com fritas) e as festas do HG (gratuitas até às 22h).

O campus da universidade é lindo! As aulas são muito boas e os professores super preparados. No caso do meu curso, da área de humanas, era dada muita ênfase na discussão entre os alunos, quase todos intercambistas, e na realização de seminários. As aulas eram ministradas com um ou dois dias de intervalo entre elas, o que proporcionava um tempo maior de estudo e aprofundamento dos assuntos vistos em aula. Posso dizer que meu rendimento nunca foi tão grande quanto lá!

O contato com pessoas de diversos países e culturas diferentes é incrivelmente enriquecedor. Linköping tem uma quantidade absurda de estudantes de fora, cada um com sua história e sua forma única de ver o mundo. Ir para alguma festa implica em conhecer pessoas de pelo menos 5 países diferentes, às vezes até mais, em uma única roda de amigos! São pessoas que foram difíceis de dizer adeus quando voltei ao Brasil, e que conversamos até hoje pela internet.

O intercâmbio também me proporcionou viagens que não conseguiria fazer tão facilmente – pois viajar para (alguns) países europeus, uma vez dentro da Europa, é muito barato! Mesmo com um orçamento reduzido, tive a oportunidade de conhecer Londres, Paris, Veneza, Florença, Roma e Copenhague, além da capital da Suécia, Estocolmo.

Com toda certeza, meu intercâmbio em Linköping foi uma das melhores experiências da minha vida, e deixará saudades para sempre!”

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Estudando na Suécia, por Gabriela Rangel

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“Olá. Meu nome é Gabriela e cheguei à Suécia há relativamente pouco tempo, no começo de Agosto. Estudei Engenharia Aeroespacial na UFMG, em Belo Horizonte, e um ano antes de me formar nem pensava em fazer um Mestrado. Foi por meio de muitas conversas com meu orientador que a ideia começou a germinar; mais precisamente, fui aos poucos convencida de que seria algo bom para mim.

Tendo decidido, por fim, encarar o mestrado e arranjar uma forcinha pra continuar na vida acadêmica por mais dois anos (o que não foi fácil, já que cheguei ao fim da graduação absolutamente exausta), ainda me faltava decidir onde. Já que nunca tinha feito nenhuma espécie de intercâmbio durante toda minha vida, sabia que gostaria muito da experiência de morar fora do país por algum tempo; infelizmente, o Brasil não oferece bolsas para Mestrados científicos (i.e., MSc)! Mesmo programas amplos como o Ciência Sem Fronteiras oferecem uma gama ínfima de mestrados profissionalizantes, e não achei, entre aqueles financiados pelo Brasil, nenhum programa no qual eu me encaixasse. Comecei imediatamente a procurar por universidades européias que oferecessem bolsas para alunos internacionais. Cheguei a procurar universidades canadenses também, mas sem sucesso algum. Durante minha longa busca, descobri que os países que se mostravam mais receptivos aos alunos internacionais – e que ao mesmo tempo ofereciam bons cursos em Engenharia Aeronáutica – eram a Holanda e a Suécia. O mesmo professor que me incentivou a cursar o mestrado já havia me indicado a LiU, e ao pesquisar mais sobre a universidade percebi que seria mesmo um ótimo lugar para mim. Não só a faculdade parecia ótima, mas também estava situada em uma cidade cheia de empresas do ramo aeronáutico! E ainda por cima oferecia bolsas especialmente reservadas a alunos internacionais.

O processo de admissão, principalmente quando tentando várias universidades ao mesmo tempo – afinal, mesmo tendo em mente aquela universidade “favorita”, o ideal é não apostar todas as fichas em um lugar só! – pode ser bastante cansativo. Foram longos períodos de espera e ansiedade. Quando veio o resultado, um pequeno problema… Apesar de eu ter recebido uma bolsa, ao meu curso só foram delegadas bolsas de 50%. Então, como aluna de Mestrado de fora da União Européia, eu ainda teria que pagar metade do tuition. Devo aqui agradecer à minha mãe, que assumiu o risco e fez um empréstimo para que eu pudesse vir. E o custo de vida? Bem… juntei o restinho de coragem que eu tinha depois dessa maratona toda e vim assim mesmo, e estou tentando conseguir um emprego por aqui, o que pode ser um pouco demorado pra quem não fala sueco fluentemete (ainda).

Apesar de tudo que dizem sobre os suecos – têm a fama de ser um povo educado, porém fechado e distante –, cheguei aqui no verão e o clima de recepção foi ótimo. A universidade é extremamente internacional, e não me sinto completamente como se estivesse em outro país. A cidade me cativou rapidamente, sendo uma cidade pequena, com os charmes que vêm junto. Ainda adoro ir ao centro passando pela pequena floresta que temos do lado de casa. Se tenho um conselho a qualquer um que esteja se mudando para fora do país, é que não se deixe intimidar pelas diferenças. Me perdi ao menos umas três vezes entrando na floresta pelo lugar errado, mas ia sozinha sempre que possível para aprender o caminho e conhecer lugares diferentes, por mais banais que fossem. Tive uma imensa dificuldade em fazer compras no supermercado, mesmo tendo o conhecimento básico da língua, simplesmente porque olhava pra todos os rótulos e não reconhecia nada. Mas depois de algumas semanas me acostumei, como acontece com todo mundo, e só se precisa de um pouquinho de paciência.

A universidade em si tem sido também uma ótima experiência (sem contar a quantidade de tradições malucas que têm por aqui, rs). Enquanto no Brasil também tive uma ótima universidade, com ótima infraestrutura, aqui tenho muito mais amparo nos aspectos práticos do aprendizado. Não temos somente trabalhos a fazer, mas um ótimo planejamento, com horários reservados, ótimos laboratórios e computadores, e a disposição dos professores e assistentes caso necessitemos de ajuda. O aprendizado aqui vem com a aplicação, o que pode ser difícil no início, mas gera um conhecimento mais sólido do que aquele obtido simplesmente com leituras e exames.

Enquanto ainda considero estar no meu período de adaptação, posso dizer que tem sido um período muito agradável, e não vejo a hora do frio chegar! E duas outras boas notícias a qualquer brasileiro que esteja pensando em vir pra cá: dá pra comprar leite condensado no supermercado, e o café vendido na Suécia é ótimo! ;)”10606621_805069636182449_5702839607236674627_n

Estudando na Suécia, por André Bittencourt

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“Eu vim para a Suécia em 2007 como aluno de intercâmbio durante a graduação. Na época, meu maior objetivo era o de realizar um estágio estudantil no exterior, trabalhando com tecnologias na área de automação e controle, que são minhas áreas de atuação principais. Antes de decidir pelo intercâmbio, apliquei para vagas de estágio em diferentes empresas pelo mundo, mas mesmo com cartas de recomendação obtive pouco sucesso. Para aumentar minhas chances, resolvi usar o intercâmbio acadêmico como um facilitador. Nesse momento, escolhi a Suécia pela alta qualidade acadêmica, por ter uma indústria de sistemas bem desenvolvida, contando com empresas como a Scania, SAAB e ABB. Além disso, na época o estudoera gratuito para alunos estrangeiros (os estudos continuam gratuitos para suecos e há oportunidades de bolsas para brasileiros) e a universidade oferecia muitas disciplinas, e até programas em Inglês.Também contou um pouco o fato de ser um destino mais exótico em comparação a outros países na Europa e América do Norte.

Eu não conhecia ninguém quando cheguei na Suécia e era minha primeira vez fora do Brasil. Durante os preparativos, tive muito auxílio da universidade que iria me receber e mesmo antes de sair já sabia onde iria morar

Eu morei em acomodação estudantil e fui muito bem recebido desde o primeiro dia. Haviam muitos outros estudantes de intercâmbio e logo fiz amizades com pessoas de todo o mundo. Não tive nenhuma dificuldade em me adaptar com a cultura, os estudos ou a sociedade. Foi uma sensação semelhante a quando saí da casa dos pais para ir estudar na faculdade, porém mais enriquecedora e em um estágio diferente da vida.

Eu sou do Sul do Brasil e tinha uma preocupação muito grande quanto ao frio e trouxe as roupas mais quentes que encontrei. Quando cheguei aqui eu percebi que passava mais frio no Brasil! As instalações aqui são muito mais preparadas pro frio, com vedação dupla e aquecimento. Os suecos dizem que não existe frio mas roupas inapropriadas pro frio. Com o tempo eu aprendi a como me proteger do frio e a gostar do inverno, mas minha avó não acredita e continua me mandando roupas de lã. A maior dificuldade talvez tenha sido com relação a escuridão, que em alguns lugares da Suécia perdura por boa parte do inverno. Em compensação, a experiência durante o verão é muito boa, com sol até altas horas e, por vezes, até mesmo com durante a meia noite.

Quanto ao idioma, os suecos aprendem Inglês desde cedo nas escolas e isso já acontece a algumas gerações. Além disso, os programas de TV nunca são dublados e há muita exposição social à midia de língua inglesa, hoje em dia muito através da internet. Isso significa que suecos entre 8 e 80 anos de idade serão em geral capazes de se comunicar muito bem em Inglês, independente da profissão da pessoa.

A Suécia também oferece cursos gratuitos de sueco para estrangeiros e há cursos de sueco oferecidos pela universidades para alunos matriculados.

Meu maior objetivo quando vim pela primeira vez era de realizar um estágio. Em menos de três meses, consegui 3 oportunidades diferentes, uma dentro da universidade e outras duas em empresas na Alemanha e Suécia. Todos esses estágios eram pagos, o que é comum por aqui e ajudou a viabilizar minha estadia por um período mais longo pois não tinha bolsa. Acabei optando pela opção na empresa sueca e trabalhei com o desenvolvimento de métodos para detecção de falhas em robôs industriais, no centro de pesquisa corporativa da empresa. Foi uma experiência excelente.

Depois do estágio, voltei ao Brasil para terminar algumas disciplinas.No último período da faculdade, quando fui a procura de oportunidades para o projeto de conclusão do curso, entrei em contato com o professor que supervisou esse estágio na Suécia pra pedir uma carta de recomendação. Ele acabou me convidando pra voltar pra Suécia e realizar meu trabalho com atividades de pesquisa junto a ele. Acabei voltando e durante meu período aqui fui convidado pra realizar um doutorado pela empresa com quem tinha realizado o estágio. Foi assim que comecei o doutorado na universidade de Linköping.

Sobre o método de ensino e avaliação, a lei que rege a operação das universidades exige que todo curso seja avaliado (anonimamente) pelos alunos. Esse feedback ajuda a identificar problemas e a aprimorar o conteúdo e são usados também pela instituição para controle de qualidade. Cursos com avaliações muito negativas podem inclusive ser descontinuados. Muitas disciplinas de graduação são desenvolvidas como resultado de cursos da pós-graduação e com vários exemplos práticos. Isso significa que o conteúdo oferecido a alunos de graduação fica mais próximo da fronteira do conhecimento e da inovação.Todo curso tem objetivos e forma de avaliação definidos de maneira bem clara na ementa, incluindo o total de horas de estudo esperadas pelo curso (e não somente o número de horas-aula), isso ajuda a evitar confusões e desapontamentos. Além de atividades práticas, há duas categorias do que no Brasil é identificado de forma geral como aula: palestras, que são ministradas por professores plenos para uma audiência grande onde o conteúdo e teoria é exposto; depois há lições, com classes muito menores (até 20 alunos) onde os alunos resolvem exercícios e tiram dúvidas com assistentes, em geral alunos de doutorado. Esse modelo viabiliza uma relação alta de supervisor por aluno enquanto ao mesmo tempo atinge um número grande de alunos de forma eficiente. A correção de provas é realizada de forma anônima, protegendo a privacidade do aluno e evitando predileções. Um dos fatores mais interessantes é o reconhecimento da carreira acadêmica. Mesmo alunos de doutorado recebem um salário confortável.

Procure se informar junto a sua universidade sobre convênios existentes( Scholarships and Financial Support da LIU). Aprenda bem o idioma inglês. Use as redes  sociais pra se conectar com pessoas que vivem ou já viveram na Suécia. Traga um estoque de farofa e brigadeiro!

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Estudando na Suécia, por Debora Martini

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“Oi gente, meu nome é Débora e eu sou de Belo Horizonte! Estou estudando em Linköping e conheci a Elaine e blog em buscas na internet sobre a cidade (na verdade quem achou foi minha madrasta e me mandou hehe). Ela pediu pra eu contar um pouco mais de como eu vim parar aqui.

Minhas história de mudança pra Suécia começa em 2013, quando visitei o país pela primeira vez. Eu já queria fazer mestrado e morar fora há muito tempo, mas ainda não tinha decidido exatamente onde.  Passei o Natal e o ano novo na casa da tia do meu namorado, em Helsingborg, uma cidade no sul da Suécia, de onde dá até pra ver a Dinamarca do outro lado do mar. Nós simplesmente apaixonamos pelo lugar. Como as pessoas eram simpáticas e todos falavam inglês super bem, como até no Mc Donald’s o lixo era separadinho para ser reciclado, tudo parecia funcionar muito bem. O frio e a língua oficial que não falamos, ainda, não assustava a gente. Decidimos, então, nos inscrever para mestrados aqui.

Eu procurei por programas e matérias na minha área de interesse, Estudos de Gênero, e aí achei a Linköpings Universitet. Me inscrevi, com todo o estresse que isso involve, e recebi a resposta: Fui aceita! É uma felicidade enorme, mas logo depois vem mais estresse. Seguro saúde, traduzir documentação, comprar passagem, arranjar moradia. Minha vantagem, e que vantagem enorme, é que eu tenho cidadania italiana e isso significa duas coisas quando se quer estudar aqui: você não paga mensalidade (ufa, senão nem estaria aqui!) e você não precisa de visto para permanecer no país. Ainda existem algumas pequenas burocracias, mas nada comparado à de conseguir visto.

Eu tive muita dificuldade em conseguir moradia. A universidade dizia que, como eu não pagava mensalidade, eu não tinha o direito de tentar a residência deles. Saí a procura de apartamento, com muitas frustrações. Não recebia respostas, de ninguém. Até que uma moça me respondeu, mas o apartamento era em Norrköping, uma cidade vizinha que, de carro, demora 40 min. Eu pensei: “Poxa, 40 min não é nem o tempo que gasto pra ir pra minha faculdade aqui em BH, vai dar tranquilo.” Mas esqueci de levar em consideração que eu nao estaria mais de carro, dependeria do transporte público. A jornada de 40min se transformou em 1h30, às vezes até 2h, e com horários muito limitados de volta na parte da noite. Se eu quisesse sair, tinha que arranjar outro lugar para dormir. Nunca me identifiquei tanto com a música Trem das Onze.

Saí, então, em busca de nova acomodação. Mandei muitas mensagens, abria os sites todos os dias. Aí encontrei um quarto para alugar em um apartamento perto da faculdade. E a pessoa me respondeu! Fiz uma entrevista com a pessoa que aluga o apartamento, uma sueca-filipina (ela anotou minhas respostas e tudo!) e ela acabou me convidando para alugar o quarto. Moro com ela e com uma britânica que também estuda na LIU.

Meu curso é bem diferente. É semi-presencial, temos 3 semanas de aulas intensivas por ano acadêmico, uma em agosto, uma em fevereiro e outra em maio. No resto do tempo, fazemos leituras, escrevemos uma reflexão sobre elas, temos um encontro semanal online, em grupos de 10 alunos, para discutir os tópicos e temos algumas aulas com professores, às vezes ao vivo, às vezes gravadas. É um sistema muito interessante, principalmente porque possibilita quem não pode largar o emprego integral ou mudar completamente para outro país, mesmo assim, estudar. Mas é muito difícil sair de um sistema completamente baseado em professor e sala de aula para algo que depende de você para dar certo. Está sendo um desafio, mas acho que indo bem!

Estou aqui há um mês, com muitos altos e baixos, período de adaptação. Agora estou acumulando forças pra enfrentar o inverno que já já chega, afinal, ainda é verão, mas chega a fazer 10 graus!”

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