Ajuda aos refugiados

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Ontem eu estava no meu curso de sueco e um grande amigo estava quieto, cabeça baixa. Perguntei se queria conversar.

Ele começou contando sua história desde que chegou aqui.

Ele veio da Síria a um ano atrás. Pagou uma fortuna pelo transporte no bote. Passou 3 dias em um bote lotado, sem agua ou comida, esperando a chance de poder entrar na Europa pela Grécia.

Graça a Deus ele conseguiu entra na Grécia e depois de muitos perrengues chegou na Suécia. Mas, deixou pra traz a mulher e os gêmeos de 6 anos de idade.

Não, ele ainda não estava feliz. Estava incompleto.

Esse ano, sua mulher insistiu em tentar vir. Ele não queria arriscar a vida dela e dos meninos com o difícil caminho. Então, ela disse a ele que se ficassem iriam morrer em breve com certeza, se tentassem vir, ainda tinham uma chance, mesmo que pequena.

Graças a Deus de novo!!! Eles chegaram aqui sãos e salvos. E eu os conheci. São pessoas maravilhosas! Sou muito feliz em poder fazer parte da vida deles.

Mas por que ele continua triste?

Ficaram pra trás seus pais, irmãos, sobrinhos, amigos…e agora eles não tem mais acesso a agua, telefone, luz.

Estão esperando o dia final deles chegar. Seja de fome, desidratação ou bomba.

Esse meu amigo é empresário, sua mulher linda, advogada. Batalharam a vida toda e tinham uma vida estruturada. Casa, trabalho, educação, família, amigos.

Estou contando a história desse meu amigo, pra que possamos ver cada refugiado como uma pessoa singular.

São todos humanos. Cada um com sua história. Não são um “bando de refugiados”.

A Suécia e a Alemanha são os países mais procurados por eles. São os países que dão melhores condições de vida. Quando ele conseguem chegar aqui, eles tem direito a escola de idiomas e salário (um bom salário) pra estudar por dois anos, para que eles possam se introduzir na sociedade.

Nas escolas tem muitas crianças órfãs.

Em uma das escolas, a professora comentou que teve um menino sírio, que quando estavam aprendendo sobre família, disse que ele próprio era sua única família.

Eu aqui na Suécia, estou doando para a cruz vermelha. Todo o dinheiro da venda da cruz vermelha vai diretamente para o abrigo dos refugiados,

Cada pequena mudança, ajuda muito, tenho muitos amigos sírios aqui. Vejo de perto o dia a dia deles.

Sei que cada ajuda vai fazer diferença.

Segue um link de como ajudar estando no Brasil.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/saiba-como-ajudar-refugiados-no-brasil-e-no-exterior.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

Sou Brasieira, neta de Sirio, com muito orgulho.

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2 comentários em “Ajuda aos refugiados

    Nanda Campos disse:
    5 de setembro de 2015 às 15:34

    Amiga linda repasse meu abraço a esta familia e diga que não estão sozinhos com esta dor. Acabamos de orar por eles (Sirios) esta manha aqui na igreja (aprox. 300 pessoas). Que não percam a fé e a confiança em Deus que dias melhores virão pra todos nós! Gde Beijo

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      dalielaine respondido:
      6 de setembro de 2015 às 09:34

      Obrigada Fe!!!
      Conhec a sua fé e forca. Sei que é forte!!! Beijos!

      Curtir

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